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    <title>Viajologia</title>
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    <description>Viajologia</description>
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      <title>Festival de CoresEstou em um dos países mais fascinantes do mundo – e também mais bizarro: Papua Nov...</title>
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      <pubDate>Wed, 20 Aug 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Festival de Cores&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estou em um dos países mais fascinantes do mundo – e também mais bizarro: Papua Nova Guiné. Meio que empoleirado em cima da Austrália, levei três dias para chegar até aqui, para participar de uma viagem pelas montanhas com o fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa Lélia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estive aqui há sete anos atrás, exatamente. Na ocasião, participei intensamente, durante três dias,  do Festival Sing Sing de Mount Hagen – a capital da província das Montanhas Ocidentais. O festival ocorre anualmente entre 15 e 17 de agosto e reúne mais de dois mil protagonistas, todos muito orgulhosos de mostrar seus cantos, danças, pinturas corporais e arte plumária. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;PNGHC131web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Um chefe vestido com seus trajes de guerreiro e sua arma preferida, um machadinho.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Homens e mulheres da costa, da floresta e das montanhas exibiam-se com seus rostos multicoloridos, pintados com os mais variados motivos. Sobre a cabeça, um delírio ornitológico, com plumas de pássaros do Paraíso ou papagaios endêmicos. Os homens com afiadas lanças nas mãos pareciam guerreiros prontos para uma batalha; as mulheres, quase todas de torso nu, exibiam seus corpos morenos, untados de óleo para evitar que o forte sol da altitude ressecasse a pele. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;PNGHC167web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Uma jovem da costa mostra seus colares feitos de sementes e dentes de porco do mato.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;PNGHC116web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;As danças se inspiram na natureza.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Isso aconteceu em 2001. Mas o que terá acontecido nos últimos anos? Terá o Festival se tornado um evento turístico? Éramos apenas 200 visitantes, inundados por 40.000 locais que vieram de várias partes do país para celebrar sua cultura. Será que as jovens continuarão a mostrar seus belos seios morenos, untados de óleo? Será que as penas de pássaros usadas nas cabeças dos homens são ainda verdadeiras ou as Aves do Paraíso já foram todas extintas?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Algumas dessas perguntas tentarei responder. Mas isso só vai acontecer na minha volta pois as possibilidades de que eu encontre uma conexão internet nas montanhas de Papua ainda são baixas...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>ANDES 2 - Se você viu o documentário sobre o PERU que foi ao ar no SBT REALIDADE nessa segunda-feira...</title>
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      <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;&lt;b&gt;ANDES 2 - Se você viu o documentário sobre o PERU que foi ao ar no SBT REALIDADE nessa segunda-feira 11 de agosto, às 23:30 h, deixe seu comentário aqui no blog. Nesse momento estou em Papua Nova Guiné (não, não vi o programa!) e estou doido para saber qual foi a reação de vocês...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O segundo programa, dessa vez sobre a BOLIVIA, irá ao ar na próxima &lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;font color=&quot;#FF0000&quot;&gt;segunda-feira 18 de agosto, às 23:30 h&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;, depois da novela Pantanal, no SBT. Se você perdeu o primeiro, não deixe de ver esse!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A Bolívia também é terreno conhecido: minha primeira estadia, em 1977, durou seis meses, quando viajava pela América do Sul em uma kombi. No documentário, vamos visitar o Titicaca, conhecer a Copacabana do lago (que deu origem à nossa Copacabana carioca), participar de uma challa (uma benção) que é dada a veículos e descobrir a beleza do Salar de Uyuni! De quebra, vamos tentar compreender um pouco melhor nosso vizinho e entender que a Bolívia é bem mais importante para nós do que parece. No terceiro bloco, visitaremos Chalalan, um projeto na Amazônia boliviana que deu certo. Aqui vai um gostinho...&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;O Sonho de Chalalan &lt;/b&gt; &lt;/font&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No Parque Nacional Madidi um grupo de nativos quéchua-takanas descobriu uma fórmula efetiva par resolver sua situação econômica. Na década de 80, a comunidade indígena San José de Uchupiamonas precisava encontrar uma nova alternativa econômica para evitar o esvaziamento de sua população. Resolveram, assim, construir uma pousada ecológica à beira de um lago em plena floresta. Uma década depois, eles se tornaram empresários de sucesso e heróis da conservação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;CHLA0121web53.jpg&apos; /&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;O lago Chalalan inspirou a comunidade indígena a mudar de vida! &lt;/b&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A proposta da comunidade foi aprovada em 1995 e recebeu ajuda econômica do Banco Interamericano de Desenvolvimento e apoio técnico da ONG Conservação Internacional. O projeto ganhou uma doação de 1,5 milhões de dólares.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A pousada mudou radicalmente o destino de San José de Uchupiamonas. Chalalan é a primeira empresa de ecoturismo na Bolívia a pertencer – e ser administrada – por uma comunidade nativa. Metade das ações é da Organização Territorial de Base, ou seja da comunidade. A outra metade pertence a 74 famílias, aquelas que acreditaram na idéia desde o início. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em 2007, o número de visitantes chegou a 1.350. A receita foi de 430 mil dólares. A empresa Chalalan contribuiu com 50.000 dólares de impostos! Em um país onde o comércio informal impera, o fato de que um empreendimento indígena pague seus impostos é um exemplo admirável!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;CHLA0081web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Chalalan recebe estrangeiros que desejam conhecer a Amazônia. &lt;/b&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mais do que construir uma pousada, foi necessário fazer um pacto de paz com a natureza. Chalalan precisava de uma floresta em excelente estado de conservação para atrair os ecoturistas. Afinal, ninguém vem para a Amazônia para ver destruição. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A filosofia é a do impacto mínimo. O esquema ecológico inclui o tratamento das águas e o uso de energia solar. Cada cabana foi construída com cuidado e carinho pelos membros da comunidade. O serviço da pousada foi outra preocupação. Para montar uma boa equipe, foi necessário tempo e muita persistência. Hoje, todos que trabalham em Chalalan pertencem à comunidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os habitantes de San José de Uchupiamonas conseguiram provar que é possível, em apenas duas décadas, transformar o destino de uma comunidade. Foi preciso competência e criatividade para planejar o projeto e o compromisso de todos para realizar o sonho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eles souberam ultrapassar os desafios, sem corromper valores sagrados e tradições. Ontem, eram agentes da destruição da Amazônia. Hoje, são ativos guardiões da floresta – e empresários turísticos que dão lições de responsabilidade social.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;img src=&apos;CHLA0230web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;O lucro da pousada foi investido no vilarejo e ajudou a construir a escola secundária de San José de Uchupiamonas.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;CHLA0183web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Hoje, a comunidade vive dias bem melhores do que há duas décadas. Tornaram-se empresários bem sucedidos e continuam gozando de uma maravilhosa qualidade de vida.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>ANDES – Durante o mês de junho, estive nos Andes para gravar um documentário para a Ana Paula Padrão...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 2 Aug 2008 17:54:50 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;&lt;b&gt;ANDES – Durante o mês de junho, estive nos Andes para gravar um documentário para a Ana Paula Padrão, da produtora Touareg. O programa sobre o PERU irá ao ar no &lt;u&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#FF0000&quot;&gt;SBT REALIDADE, segunda-feira 11 de agosto, às 23:30 h (SBT)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/u&gt;, logo depois na novela Pantanal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Visito essa região desde 1978. Foram 24 viagens por essas terras andinas. Me impregnei dessa magia e dos conhecimentos indígenas. Fotografei paisagens e momentos singulares. no documentário, quis mostrar aos telespectadores alguns ângulos diferentes. O terceiro bloco do programa é sobre o Vale Sagrado dos Incas. Aqui vai um aperitivo.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Vale Sagrado dos Incas&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se Cusco é uma cidade singular, o Vale Sagrado dos Incas é um pequeno paraíso. Apesar de estar a uma altitude entre 2.800 e 3.000 metros, o vale é o celeiro de Cusco. Aqui são produzidos os cereais e as verduras consumidos pelos cusquenhos. Mas o mais sagrado do vale é seu clima. Dizem que, no século 16 e 17, as primeiras espanholas grávidas saiam de Cusco para ter seus filhos no vale, pois lá os bebês tinham mais chances de sobrevivência.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Criado pelas correntezas do Rio Vilcanota – também chamado de Wilcamayu, ou rio sagrado –, o vale recebe sol durante todo o dia e é protegido do frio e do vento. Por isso, é um dos mais férteis da região.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;img src=&apos;VSAG0047web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Uma das curvas do rio Vilcanota, antes de chegar em Ollantaytambo.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A estrela agrícola do vale é o Milho Branco Gigante de Cusco. Como um vinho francês, o milho possui seu certificado internacional de “Denominação de Origem” desde 2006. Somente os milhos brancos colhidos no Vale Sagrado podem usar este nome. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Plantado por 5.000 agricultores – 97% deles em pequenas parcelas de terras entre 1 e 5 hectares – o milho branco foi exportado, nos últimos 10 anos, a 20 países. Seu nome em quéchua, Paraqay Sara, ou “milho branco de grãos grandes e largos” define bem o cereal. Eles são tão graúdos que, para comer, é necessário retirar grão por grão da espiga.&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;VSAG0078web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;As filhas gêmeas do agricultor Julian com espigas secas do milho branco.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nas últimas três décadas ouvi as mais diversas teorias sobre as técnicas incas para cortar pedras. Os arqueólogos e arquitetos mantém que o trabalho foi realizado usando apenas outras pedras mais duras. Teriam sido milhões de horas de mão de obra. Outros estudiosos afirmam que os incas teriam usado ferramentas a base de obsidianas, hematitas (um minério de ferro) e até mesmo diamantes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há mais de 20 anos, encontrei em Ollantaytambo uma pedra que poderia dar uma boa dica de como os incas sabiam moldar a pedra. Sempre fiquei tão intrigado que resolvi fazer uma passagem do documentário em frente a ela. Uma das faces da pedra é lisa. Mais embaixo, a pedra está bruta. No meio, vemos uma fresta (marcada com vermelho, abaixo). Parece uma obra que não foi terminada e que a pedra foi talhada com uma serrinha. Que instrumentos os incas usaram? Utilizaram algum líquido para facilitar o corte? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;img src=&apos;VSAG0052web48.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Pedra em Ollantaytambo: corte inacabado?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Faustino Espinosa foi o fundador da Academia do Idioma Quéchua em 1953. Teria hoje 100 anos. Grande conhecedor de sua cultura, ouvi dele uma frase que sempre me marcou: “os incas cortavam a pedra como se ela fosse um barro mole, como se fosse manteiga”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estamos frente a um dos maiores mistérios da cultura inca, que parece estar longe de ser decifrado. Depois da conquista, os indígenas passaram a se calar. Mantiveram em segredo muitos conhecimentos. Depois de cinco séculos de silêncio, será que este já se perdeu na memória do tempo?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;img src=&apos;PER212Fweb53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Uma indígena do vilarejo de Huilloc nas ruínas de Ollantaytambo. Atrás o Vale Sagrado e sua magia natural.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>O Homem Mais Feliz do Mundo?Na minha última viagem à Asia, passei uma semana no Nepal. Na ocasião, c...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Tue, 29 Jul 2008 14:37:48 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;O Homem Mais Feliz do Mundo?&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na minha última viagem à Asia, passei uma semana no Nepal. Na ocasião, coloquei vários posts sobre os protestos tibetanos e uma matéria exclusiva saiu na &lt;a href=&quot;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG82908-6013-516,00-A+SEGUNDA+GERACAO+DO+ATIVISMO+TIBETANO.html&quot; target=&quot;Epoca&quot;&gt;Epoca&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas, em Katmandu, não fiquei apenas seguindo manifestações. Entrevistei muitas pessoas. E um deles merece destaque: o monge budista francês Matthieu Ricard. Ele mora no monastério Shechen, no bairro tibetano Bouda, e foi considerado como o “homem mais feliz do mundo”!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;NEPAL5257web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Matthieu Ricard mora no Nepal há mais de 30 anos.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tudo começou com um email de corrente – daqueles que a gente detesta receber – que vinha com esse mesmo título. Descartei a mensagem, mas retive o nome do monge. Quando eu preparava minha viagem ao Nepal, lembrei que Matthieu vivia em Katmandu e fui atrás dele.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Matthieu e eu nos cruzamos em Katmandu por apenas um dia. Eu chegava do Butão e ele partia para França. Mesmo com sua agenda lotada, conversamos por um par de horas no monastério. O resultado dessa conversa é uma bela reportagem que está publicada na revista &lt;a href=&quot;http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG84137-7943-205-1,00-ESTE+E+O+HOMEM+MAIS+FELIZ+DO+MUNDO.html&quot; target=&quot;Galileu&quot;&gt;Galileu&lt;/a&gt; de agosto, já nas bancas. O tema principal é a felicidade. Um dos momentos da entrevista que mais gostei foi quando perguntei a Matthieu sobre o budismo:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;&lt;i&gt;“A mente é a especialidade do budismo”, diz Matthieu Ricard. “Não considero o budismo como uma religião. Não perdemos tempo discutindo Deus. Esta é uma questão irrelevante. Buscamos saber como a mente humana funciona. Precisamos refinar a percepção de nossa realidade.” Aí é que entra o papel da meditação. Uma mente mais tranquila responde melhor aos desafios da vida, enquanto as emoções descontroladas levam para o caminho oposto. O ódio, a inveja, a raiva ou a arrogância são sentimentos que minam a felicidade. Parece simples.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A matéria de seis páginas tem fotos do Tibete, Butão, Ladakh e Mianmar. Todas são retratos de um estado de espírito muito especial que encontrei nesses países. &lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;KYAT0167web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Uma mulher birmanesa sorri em frente à Rocha Dourada, um santuário budista situado no cume de uma serra. Kyaikhtiyo, Mianmar (Birmânia).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;SHGT0599web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Um monge budista prepara-se para um ritual no templo principal de Tashilhunpo, em Shigatse, Tibete. Ao fundo, pinturas decoram as paredes do templo.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>MIL CENTO E ONZE DESCULPAS – Peço perdão por ter ficado fora do ar por tanto tempo. Não estava em ne...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 16 Jul 2008 20:56:28 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;MIL CENTO E ONZE DESCULPAS – Peço perdão por ter ficado fora do ar por tanto tempo. Não estava em nenhuma ilha longínqua, mas aqui no Brasil mesmo. E trabalhando sem pausa! Depois de chegar da viagem à Bolívia e ao Peru, mergulhei nos textos dos dois documentários que estão sendo produzidos pela Touareg (da Ana Paula Padrão) e que irão ao ar no programa SBT REALIDADE. Hoje, consegui um momento de folga e coloco esse post sobre a última viagem.&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Machu Picchu, sempre!&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não adianta. Pode parecer até clichê, mas o lugar é mesmo espetacular. Já estive um montão de vezes em Machu Picchu – pelo menos umas sete – e cada vez que chego lá fico emocionado. Talvez porque seja sempre diferente. E, dessa última vez, nossa chegada não foi nada clássica!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como Machu Picchu não podia estar fora do roteiro do documentário, chegar de ônibus apinhado de turistas seria, no mínimo, brochante. Tínhamos de “conquistar” Machu Picchu! E pelo Caminho Inca! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3388web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Machu Picchu sempre oferece uma luz inusitada&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por falta de tempo, não fazemos a trilha de quatro dias. Mas a caminhada de uma jornada pode dar um bom gostinho. Somos três: Adriano Savini, o cinegrafista que me acompanha, Michael Owen, um gringo peruano, gerente do luxuoso hotel La Casona de Cusco, e eu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Saltamos do trem no km 104 e cruzamos a ponte sobre o caudaloso rio Urubamba. Chegamos na guarita, onde logo mostro todas as autorizações que carrego. Mas burocrata é burocrata em qualquer parte do mundo e um fiscal começa a fazer caso. Quando ele diz, com firmeza, que nós não poderíamos entrar com o equipamento de televisão, eu mantenho a calma e respondo: “Você está disposto a dizer isso em frente à câmera?”, pergunto, apontando para Adriano. Ele fica pálido e muda imediatamente o tom de sua voz. Meia hora depois estamos dentro...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas a brincadeira custa 90 minutos de atraso. Já são 12:30. Para subir os 6 km da guarita até as ruínas de Wiñay Huayna – o meio do caminho – precisamos de três horas. Isso sem contar o tempo extra de filmagem. Pé na trilha e lá vamos nós. Michael e eu, relativamente em boa forma física, aceleramos o passo. Adriano, fumante inveterado, sente no pulmão o que é subir de 2.150 a 2.650 metros de altitude... Mas, chega vivo!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3330web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Na Trilha Inca, passo firme para não chegar no escuro&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A passagem por Wiñay Huayna teria até incluído uma pausa. Mas passam das três da tarde e precisamos completar a trilha de dia. Sinto agora as conseqüências daquele atraso burocrático!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Apressamos o passo e completamos a segunda metade do caminho, sem muitas subidas e descidas, em tempo recorde. Chegamos com um pouco de luz em Inti Punku, a Porta do Sol. Essa era a entrada cerimonial de Machu Pichu. Está a 2.720 metros, bem acima da cidadela. A vista ao entardecer merece ser apreciada e retiramos as mochilas das costas, depois de seis horas de caminhada e quase 600 metros de desnível. Valeu o esforço!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Podemos, assim, relaxar um pouco e comer o sanduíche que havíamos preparado. Adriano até fuma um cigarrinho para comemorar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas o tempo vai fechando e a noite caindo, bem mais rápido do que nossa vontade. E ainda temos quase dois quilômetros para alcançar Machu Picchu. Ainda bem que a trilha é descida.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3414web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;De Inti Punku a Machu Picchu, rodeados de montanhas e nuvens &lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegamos nas ruínas totalmente no escuro. São 18:15 horas. A primeira porta de saída está trancada. Tento a segunda, ao lado. Ela se abre. Ufa! Pelo menos, não dormiremos nas ruínas. Mas o desafio agora é encontrar alguém. Chego no escritório do Instituto Nacional de Cultura (INC) e... está vazio. Outra prova: como descer para o vilarejo de Águas Calientes, onde devemos passar a noite? O último ônibus de turistas havia saído as 17:30. (Há alguns anos, o último transporte era às 20 horas.) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No escritório vazio, encontro um rádio de comunicação. Sem dúvida alguém deve estar com um aparelho ligado. Tento o canal 1. “Buenas noches. Somos os jornalistas brasileiros que chegaram pelo Caminho Inca. Tivemos um atraso. Alguém na escuta? Câmbio”. Nada. Canal 2. Nenhuma resposta. Vou até o canal 9. Silêncio.Não posso acreditar que a entrada de Machu Picchu esteja às moscas e que ninguém responda aos meus chamados. E se houvesse uma emergência?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enquanto isso, Adriano e Michael estão no hotel de luxo ao lado – põe luxo nisso, a diária de casal custa mil dólares – para ver se conseguem alguma carona. Não, o jipe deles não pode descer.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Resolvo tentar novamente. Quando passo outra vez pelo canal 3, alguém responde. É o superintendente do parque, em Águas Calientes. O chefão está mais surpreso do que eu. Como um estranho está no seu escritório e, ainda mais, falando no seu rádio? Onde estão seus funcionários?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Explico a situação, com calma. A primeira resposta dele é que a única solução é solicitar uma viagem especial de ônibus. E essa ida e volta custa 350 dólares! Explico, com mais carinho ainda, que nosso atraso foi ocasionado pelos seus próprios fiscais, na guarita do km 104. Como ele está ao par do caso, resolve ajudar. Meia hora depois, uma camioneta do INC vem buscar os jornalistas brasileiros. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os dois dias seguintes ocorrem sem tropeço. Mas, na verdade, o clima em Machu Picchu é imprevisível. Uma hora faz sol, logo começa a chover, mais tarde nuvens espetaculares tomam conta do lugar. Isso cria um ambiente mágico, repleto de surpresas. Talvez seja por isso que continuo sendo um cliente fiel do lugar – aliás um dos mais antigos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3430web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Uma casa inca, no topo de Machu Picchu&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Feliz Ano Novo AimaraO dia 21 de junho marca o Ano Novo Aimara. É o Willkakuti, o Retorno do Sol. Na...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sun, 22 Jun 2008 22:42:30 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Feliz Ano Novo Aimara&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O dia 21 de junho marca o Ano Novo Aimara. É o Willkakuti, o Retorno do Sol. Nas últimas décadas, sítios arqueológicos que serviam como centros cerimoniais passaram a receber milhares de indígenas e estrangeiros para celebrar essa data. Próximo ao lago Titicaca, Tiwanaku é um desses pontos magnéticos que atrai devotos de todas as partes, várias vezes por ano – principalmente durante os dois solstícios e os dois equinócios. Por isso, na minha jornada na Bolívia, não hesitei em incluir Tiwanaku no itinerário.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo a tradição andina, entramos no ano 5516. Perguntei a Lucas Choque Apaza, presidente do Conselho de Amautas (Sábios) de Tiwanaku, como eles chegaram a este número. “São 516 anos desde a chegada dos espanhóis no continente (em 1492). Nossa cultura existia, naquele momento, há cinco mil anos. Isso dá um total de 5516.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Às 5 h da manhã eu já estava dentro do recinto. Fazia um frio danado. Afinal, esta era a noite mais longa do ano aqui no hemisfério sul. À medida que o dia clareava, o frio aumentava e chegou a fazer 5 graus negativos! Eu estava com muita roupa, mas, mesmo assim, os dedos dos pés congelaram!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um pouco antes das 7 h, chegou o helicóptero do Presidente da República Evo Morales. Como ele já está em campanha para reeleição, não podia deixar de participar da festa. Se em alguns dos departamentos do país, Evo é pessoa non-grata, aqui no altiplano de La Paz ele é ainda muito querido. O exército estava em peso para garantir sua segurança. Mas apesar das tentativas de organizar os jornalistas – as TVs locais e alguns fotógrafos das agencias internacionais – na hora que Evo chegou, virou bagunça.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na hora do nascer do sol, os 10.000 participantes (35.000 segundo os jornais que apoiam o governo) elevaram as mãos para o alto para receber os primeiros raios, enquanto o amauta Lucas pedia paz para o país e para o mundo. O sábio recebeu Evo no altar de adobe construído para a cerimônia. O presidente colocou no fogo um pacote com oferendas, como folhas de coca, lã de lhama colorida e doces.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3899web53.jpg&apos; /&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;Um amauta (com uma lua cheia sobre sua cabeça) abre os braços para receber os primeiros raios solares. Termina, assim, a noite mais longa do ano e começa um novo ciclo para os Aimaras.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3877web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Evo Morales, presidente da Bolívia (à direita), coloca uma oferenda no fogo do altar montado no centro de Tiwanaku.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O novo ciclo parece ser positivo para a Bolívia. “A Pacha Mama (Mãe Terra) recebeu o Pai Sol com neblina, o que é um bom sinal. E o Sol saiu suave, como se estivesse acariciando os humanos”, disse o amauta Lucas. “Isso significa que devemos ser amáveis uns com os outros”, concluiu. Em um momento de grande instabilidade política, quando o país está fortemente polarizado e rumores de conflitos abundam, esperemos que os votos do sábio andino se tornem realidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DSC3930web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Depois do nascer do sol, todos que tinham alguma oferenda vieram ao altar para depositá-la no fogo sagrado.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Do Himalaia aos Andes, passando pela AmazôniaPorto Maldonado, Peru  – Não consegui colocar um outro ...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 7 Jun 2008 00:04:10 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;b&gt;Do Himalaia aos Andes, passando pela Amazônia&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Porto Maldonado, Peru &lt;/b&gt; – Não consegui colocar um outro post sobre o Ladakh, o Pequeno Tibete. Mal troquei os Himalaias pelo Brasil, tive de arrumar minha mala novamente e partir rumo à cordilheira dos Andes. Foi o vídeo que me chamou para essa viagem: estou aqui nessas terras para produzir e apresentar dois documentários para a televisão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A primeira escala foi Porto Maldonado, uma cidade na Amazônia peruana, próxima ao Brasil e à Bolívia. Já passei dezenas de vezes por Maldonado, porque a região é uma das mais ricas em biodiversidade do mundo. Mas minha visita agora é para conhecer um pouco melhor o que está acontecendo com a Rodovia Interoceânica. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A estrada que ligava Iñapari, na fronteira com Acre, com Porto Maldonado existe há vários anos. Mas era transitável apenas durante alguns meses. Na época das chuvas virava um barro só. Até que os governos brasileiro e peruano resolveram que a estrada existente merecia ser asfaltada. A construtora Odebrecht amarrou um consórcio, ganhou a concorrência e, desde 2006, trabalha na região.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para qualquer conservacionista, abrir uma rodovia ou asfaltá-la é sinônimo de impacto ambiental na certa. Os efeitos negativos diretos – como mexer com riachos e zonas alagadas – são até fáceis de ser manejados ou controlados. O problema aqui são os impactos indiretos. Com a pavimentação da Interoceânica, levas e levas de migrantes da zona andina descerão para a Amazônia. Isso significa um crescimento da população, procura por mais terras e aumento do garimpo e do desmatamento. Numa região onde planejamento e investimentos em uma economia sustentável não são prioridades, uma nova via de comunicação como a Interoceânica pode representar um grande desastre ambiental.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;foto1.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Uma escavadeira amplia a antiga estrada, a 20 km de Porto Maldonado. O impacto ambiental não se mede em árvores cortadas, mas em número de imigrantes que chegarão à região&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;foto3.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Um porco-do-mato ou queixada atravessa um trecho ampliado da Interoceânica. Por quanto tempo a vida selvagem estará a salvo?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>“Para essa segunda viagem à Asia, seu blog Viajologia está bem diferente do que a primeira em 2007”,...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sun, 25 May 2008 12:22:43 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;“&lt;i&gt;Para essa segunda viagem à Asia, seu blog Viajologia está bem diferente do que a primeira em 2007&lt;/i&gt;”, comentou uma amiga há poucos dias por email. “&lt;i&gt;A jornada na Mongólia, China e Tibete saiu bem redondinha. Essa sua ao Butão, Nepal e Mianmar foi cheia de atropelos, não foi?&lt;/i&gt;” Concordei plenamente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na verdade, em várias situações fui literalmente forçado a mudar a sequência do itinerário e dos posts. Mal tinha começado a escrever sobre o Butão e cobri as primeiras eleições do reino: troquei as caminhadas pelas montanhas pelos resultados ao vivo. Cheguei ao Nepal e dei de cara com os protestos tibetanos. O blog passou a ser, temporariamente, internacional. As duas notícias em inglês geraram dezenas de links em sites e blogs pelo mundo afora. Quando chegou a hora de falar sobre Mianmar, confirmei o que esperava: que de lá mesmo – onde Hotmail, Yahoo e Gmail são proibidos – seria impossível postar alguma coisa. Para concluir, quando comecei a publicar as histórias sobre o país, o ciclone Nargis trouxe morte e destruição e silenciou minhas narrativas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com tudo isso, já regressei ao Brasil. Mas sinto que devo fazer um último esforço para terminar a viagem virtualmente. O último destino, Ladakh, vale a pena.&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Ladakh, o Pequeno Tibete&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estou em Delhi. A temperatura está nos 40 graus. É o calor brutal do verão que começa. Vai continuar por dois ou três meses até se transformar nas chuvas torrenciais das monções. Adoro clima tropical, mas numa cidade poeirenta, engarrafada e caótica, sinto que não vou suportar. Meus olhos, congestionados pelo pó e pela poluição, reclamam e ameaçam uma conjuntivite (a última que peguei foi em 1994!) Dentro do apartamento, o ventilador de teto só faz movimentar ainda mais o ar quente. Mas não há como sair de casa entre as 10 e 16 horas: o sol bate forte. Tenho uma semana pela frente antes de voltar ao Brasil e preciso escapar de Delhi de qualquer maneira!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Minha primeira opção é visitar uma amiga brasileira Karen Moresi, uma budista tibetana que mora em Sarnath, na Índia. Ela trabalha com Tsering Gellek, a filha de um grande mestre tibetano da linha Nyingma, Tarthang Tulku. Mas ela me avisa que a temperatura em Sarnath e na vizinha Varanasi passa dos 50 graus! O bom senso me diz que devo ir para as montanhas. Penso em Rishikesh, na beira do sagrado rio Ganges e ponto de encontro de vários gurus hinduístas. Ameaço ir a Dharamsala, “capital” do governo tibetano em exílio. Sikkim e Darjeeling também entram na equação. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Naquela tarde pesada e sofrida, meu dedo recai finalmente sobre um recanto perdido no mundo, o antigo reino do Ladakh. Meu guia sobre a Índia me avisa que chegar de avião até lá pode ser complicado, por causa do clima, da altitude e dos poucos vôos. Mas não há guia turístico que acompanhe a evolução da Índia. Uma meia dúzia de novas empresas aéreas brotaram nos últimos anos e todo o esquema de vôos domésticos mudou completamente. Na internet, checo horários e disponibilidade. Não há nenhum problema. Tomo a decisão, vou para Leh, capital do Ladakh. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No dia seguinte, às 7:30 horas da manhã, estou sobre a cordilheira do Himalaia. Aterrizo entre nevados, quase que no meio do deserto. O comandante avisa que a temperatura é de 2 graus negativos! Mais um contraste indiano! No chão, o ar é rarefeito. Pudera, estou a 3.500 metros de altitude. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No centro da pequena cidade, olho para cima e vejo o antigo palácio real, construído no século 17, e o monastério Tsemo. As duas construções dominam Leh. Resolvo, devagar, subir até lá.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;LDAK0218web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Do teto de uma casa, tenho a vista do antigo palácio real de Leh e do mosteiro Tsemo, à direita, no alto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;LDAK0413web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;As construções de adobe dão um ar de vilarejo à Leh, capital do Ladakh.  Ao fundo, a cordilheira do Himalaia.&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;</description>
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      <title>A Grande Viajante do NorteVocê já deve ter ouvido falar de uma fotógrafa carioca que trocou as praia...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 19 May 2008 23:22:43 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;A Grande Viajante do Norte&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Você já deve ter ouvido falar de uma fotógrafa carioca que trocou as praias tropicais pelo gelo do Pólo Norte. O nome dela – Luciana Whitaker – está saindo nesses dias na imprensa pois ela acaba de lançar no Rio e em São Paulo seu livro “&lt;b&gt;11 anos no Alasca&lt;/b&gt;” (&lt;i&gt;Ediouro, R$ 49&lt;/i&gt;). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O livro é um diário de bordo que acontece nessa última década. Luciana conta o cotidiano de uma vida bem diferente da nossa - e da grande maioria da população do planeta. Por exemplo, durante dois meses de inverno, o sol nem aparece em Barrow, a cidade mais ao norte de nosso continente, lar escolhido por Luciana. Para compensar, durante quase três meses o sol não se põe. Quase toca o horizonte de madrugada de maio a julho, mas volta a subir logo depois. Essas luzes mágicas foram o pano de fundo para que Luciana pudesse registrar os momentos íntimos do povo Iñupiaq. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;LWcanoaweb53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Saída de um grupo de caçadores de baleia, uma atividade tradicional dos Iñupiat&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como dá para imaginar, tudo começou com uma bela história de paixão. Luciana conheceu Kelly em 1996 e no mês seguinte deixou o trabalho na sucursal carioca da Folha de S. Paulo e foi para a Latitude 71. Como uma das ocupações de Kelly era caçar baleia, Luciana teve a oportunidade de acompanhar e documentar o processo. Ela saiu do Brasil vegetariana, mas em terra de esquimó, onde não dá para plantar alface, ela teve de se adaptar à realidade local.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um dos temas mais interessantes que ela acompanhou nessa década é o aquecimento global nessa parte sensível do mundo. No ano passado ela publicou uma linda reportagem na EPOCA e contou que, devido às mudanças climáticas, a camada congelada da Terra, o &lt;i&gt;permafrost&lt;/i&gt;, está, de fato, esquentando. Como resultado, os Iñupiat, que guardam a carne congelada de baleia dentro de galerias subterrâneas, verdadeiros celeiros de gêlo, estão começando a comprar freezers, porque a natureza não dando conta do calor...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;LWbaleiaweb53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;A caça de uma baleia é parte fundamental da cultura Iñupiat. Mas haja estômago para aguentar tanto sangue!!!&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;</description>
    </item>
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      <title>Ciclone NargisO desastre em Mianmar (Birmânia) me deixou tão surpreso e atônito que não consegui mai...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 10 May 2008 15:21:22 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Ciclone Nargis&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O desastre em Mianmar (Birmânia) me deixou tão surpreso e atônito que não consegui mais escrever os &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt; que planejava. Duas semanas antes do trágico evento eu estava no país.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Durante essa semana, acompanhei os noticiários nacionais e os internacionais – principalmente, a BBC World. Os números de vítimas aumentavam a cada notícia – nos primeiros dias, desconhecia-se a dimensão do impacto do ciclone Nargis. E junto crescia a intransigência da junta militar para que a ajuda externa pudesse chegar ao país. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com a desculpa que os estrangeiros poderiam influenciar ou mesmo sabotar o referendo de 10 de maio, foram fechadas as portas às organizações humanitárias. A retórica oficial diz que Mianmar aceita doações de qualquer nação. Mas, na prática, os vistos de entrada não são emitidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A região do delta do rio Irrawadi (ou Ayeyarwaddy) é de difícil acesso. As estradinhas existentes possuem inúmeras pontes e estas foram destruídas. Apenas os intrincados canais podem servir como vias de comunicação. Isso tudo complica a vida daqueles que conseguiram passar pelo desastre natural. A cada dia que passa, as possibilidades diminuem para que os sobreviventes possam ter comida e água potável.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A junta militar de Mianmar pode ficar na História como uma das mais selvagens de nosso tempo. Se milhares de pessoas morrerem a partir de agora pela falta de apoio e pelo excesso de paranóia, a junta militar poderá ser considerada como a responsável por um segundo desastre. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Existem desgraças que podem trazer uma luz no final do túnel. Esta pode ser uma delas. Dentro de alguns meses, quando os birmaneses se restabelecerem e acordarem, eles vão se lembrar da atitude egoísta do governo. A falta de visão do governo militar de Mianmar provocará, sem nenhuma dúvida, uma onda de rejeição tão grande – no país e no mundo – que o futuro da junta está com seus meses contados. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nargis deixou mais de um milhão de desabrigados, mas seu impacto poderá ainda perdurar por mais tempo. Que seus violentos ventos consigam ter ainda a força para inspirar os governantes a lutar pela sobrevivência de seu povo e não apenas para se manter no poder.&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;</description>
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      <title>Como é de conhecimento de todos, a região sul de Mianmar, incluindo a capital Yangon, foi devastada ...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sun, 4 May 2008 20:58:14 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#FF0000&quot;&gt;&lt;b&gt;Como é de conhecimento de todos, a região sul de Mianmar, incluindo a capital Yangon, foi devastada pelo ciclone Nargis no último sábado. Cerca de 23.000 pessoas morreram e outras 41.000 estão desaparecidas. O desastre natural soma-se à ineficiência do governo e traz mais um enorme desafio a esse povo tão estóico. As imagens e os relatos deste blog são ANTERIORES ao ciclone.&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;A magia da Rocha Dourada&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando abri o guia da Birmânia, ainda no Brasil, e vi a foto de uma rocha dourada, ameaçando despencar do alto da montanha, decidi que não mediria esforços para vê-la com meus próprios olhos e, se possível, tocá-la. A rocha sagrada parece estar segura por apenas um fio de cabelo – literalmente. Na verdade, uma das lendas conta que a rocha converteu-se em um santuário há 2.500 anos (quando Buda ainda estava vivo) e que estaria colocada sobre um de seus fios de cabelo. Outro mito narra que a pedra foi trazida da beira do mar até as montanhas por anjos que a teriam deixado em equilíbrio perfeito. Mais uma vez, um fio do cabelo do Buda teria sido o elemento necessário para que a rocha não caísse!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois de cinco horas de estrada rumo ao sul do país, chego em Kinpum. A partir desse vilarejo, nenhum veículo particular pode seguir a estrada em ziguezague – óbvio, exceção feita aos senhores militares que dominam o país. Cogito em fazer a trilha de 10 quilômetros pela montanha, mas sou avisado que o último trecho deve ser realizado a pé, de qualquer jeito. Melhor reservar um pouco de energia para a subida final. Entro em um dos caminhões que fazem o transporte coletivo e lá vamos nós – 36 birmaneses, 3 turistas chinesas e eu – rumo à Kyaikhtiyo (pronuncie Qui-ai-tio e esqueça o resto das letras). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quarenta e cinco minutos e 825 metros de altitude depois, chegamos ao ponto final do caminhão. Pelo menos, é o que as três chinesas e eu entendemos. Saímos do veículo. O motorista espera alguns minutos e, com todos os birmaneses a bordo, segue caminho acima. Nos sentimos ludibriados, enganados. Tento ainda parar o caminhão, mas o motorista nem tira o pé do acelerador. Eu saio da frente. A explicação: as curvas da última etapa da estrada seriam tão perigosas que o governo decidira que os estrangeiros estariam mais seguros no chão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;KYAT0017web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Os estrangeiros são obrigados a subir a pé o último trecho até Kyaikhtiyo, mas alguns poucos birmaneses também caminham como parte de sua peregrinação.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outros quarenta e cinco minutos e mais 280 metros no altímetro e estou no topo da serra. Antes de poder ver a rocha dourada, devo passar por incontáveis lojas que vendem comidas, bebidas e artigos religiosos. São quatro da tarde, o calor já é suportável. Na entrada do santuário, deixo sapato e meias. Mas sinto que o piso ainda está morno. Imagino a temperatura do chão ao meio-dia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Encontro vários alojamentos para os birmaneses e alguns monastérios reservados para monges. Ninguém sobe e desce à Kyaikhtiyo no mesmo dia. Todos passam pelo menos uma noite aqui em cima. Pa Than, um senhor de 60 anos de idade, vive na capital e veio para ficar uma semana. Ele é um dos doadores de um monastério e explica que o lugar é sagrado. Vários monges vem fazer seus votos aqui na Rocha Dourada.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chego na praça principal. Todo o piso é coberto por mármore branco, o mais fresco possível. Avisto a pedra e vou em sua direção. Ela parece mesmo querer cair no penhasco. Uma pequena passarela leva até sua base. Apenas os homens podem chegar perto e tocá-la. Quase todos compram um envelope com cinco lâminas douradas. Com cuidado, cada retângulo é grudado na pedra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;KYAT0157web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Kyaikhtiyo, do alto de seus 1.105 metros de altitude, domina o vale abaixo. &lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;KYAT0151web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Um monge gruda lâminas de ouro na pedra, num ritual de respeito com a Rocha Dourada&lt;/b&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O sol da tarde perde sua força, mas esquenta as cores. Centenas de pessoas se reúnem ao redor da rocha. Rezam, repetem mantras, queimam incenso e oferecem doações. Monges sentam no solo, em um lugar reservado, e passam a cantar textos sagrados. Todos ouvem com respeito. Os visitantes estão felizes por estar em Kyaikhtiyo. No budismo Teravada, alcançar um lugar santo como este significa acumular grandes méritos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;KYAT0167web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Estar em Kyaikhtiyo é sinônimo de alegria.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;À medida que a luz se dissipa, o número de devotos na praça principal aumenta. Há um ambiente de festa, mesmo se a religiosidade prevalece, sempre misturada ao misticismo e à superstição. Com o pôr do sol, holofotes iluminam a rocha com vigor. A pedra fica ainda mais dourada e contrasta com o céu azul escuro – que em poucos minutos passa a ser negro. Não consigo sair do local. Parece que existe um imã. Para que ir ao hotel? Ou até mesmo jantar? Sento-me no chão e deixo a vida passar. Não é todo dia que posso estar num lugar tão mágico como Kyaikhtiyo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;KYAT0351web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;A Rocha Dourada ao anoitecer. O movimento de fiéis é maior à noite, pois a temperatura amena ajuda.&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;</description>
    </item>
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      <title>Bagan: 6 horas da manhãBagan – Em 1044, o imperador birmanês Anawrahta deu vida a uma planície árida...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 30 Apr 2008 00:04:21 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Bagan: 6 horas da manhã&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bagan&lt;/b&gt; – Em 1044, o imperador birmanês Anawrahta deu vida a uma planície árida no centro do país. Transformou o vilarejo de Bagan na capital de seu império, unificou a Birmânia, implantou o budismo Teravada no reino e deu início à construção de centenas de templos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Hoje, Bagan ainda mostra um pouco da importância desse centro espiritual e cultural. Espalhados por uma área de 42 quilômetros quadrados, quase 3.000 santuários – erguidos entre o século 11 e 13 – conseguiram vencer intempéries e invasões. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esperei 35 anos para ver esse jardim interminável de estupas. Porém, como os templos estão espalhados pela planície tórrida, eu precisava encontrar um meio de transporte apropriado para ir de um santuário a outro. A pé, estaria limitado a desvendar alguns parcos quilômetros. Ainda mais com o sol forte de verão na cabeça. A solução: uma bicicleta!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Seis horas da manhã, monto no selim duro e começo a pedalar. Se o campo plano facilita, logo me dou conta que as trilhas para chegar aos templos são de areia fofa. Preciso de força dobrada nas pernas. Mas o esforço vale a pena. Logo chego ao templo um pouco mais alto que eu buscava. Retiro os sapatos, entro no santuário e encontro uma escada estreita. Quase às cegas, consigo subir ao segundo andar e chego a uma plataforma. De lá de cima, tenho a vista que eu esperava: estou rodeado por centenas de estupas, como se tivessem sido semeadas pela planície. A luz do amanhecer e o mormaço que anuncia o calor forte do dia dão às minhas imagens um tom mágico, quase que intemporal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS0037web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS0920web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS0050web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Mandalay e as antigas capitaisMandalay – Em 1973, tirei um visto para a Birmânia. Na época, só era p...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 25 Apr 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Mandalay e as antigas capitais&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mandalay &lt;/b&gt;– Em 1973, tirei um visto para a Birmânia. Na época, só era permitido ficar 7 dias no país, tempo suficiente para chegar na capital Yangon, comprar os bilhetes de trem e partir em direção a Mandalay e a Bagan. Nunca cheguei a utilizar o visto: o roteiro daquela viagem modificou-se completamente e esqueci a Birmânia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Trinta e cinco anos depois, estou pronto para cumprir o mesmo roteiro. Poderia tomar o vagaroso trem (11 horas de viagem), mas, com o calor aumentando, prefiro um meio de transporte que não era disponível na época: o avião. Chego na segunda cidade do país ainda em pleno Thingyan, o Festival da Água. Mas o que me interessa mesmo é visitar a região, centro de vários reinos durante séculos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já tenho meu itinerário definido. Posso visitar as três antigas capitais ao redor de Mandalay em apenas um só dia. Às 7 da manhã, já estou na rua e negocio com um taxista o trajeto. Subo num mini-carro, algo entre um triciclo motorizado asiático e um veículo com quatro rodas. Aliás, em 20 segundos passamos de quatro a três rodas – literalmente. Uma das rodas quebrou! Pronto, já devo me preparar para mais uma longa negociação com algum outro taxista. Mas meu motorista não quer perder o freguês: pede 10 minutos e ele mesmo troca a peça quebrada! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Meia hora depois, chegamos em Sagaing, que foi capital do país duas vezes, em 1315 e em 1760. Hoje o poder religioso substituiu o político e é um dos grandes destinos de peregrinações. Todo monge de Mianmar passa, pelo menos, uma semana em algum dos monastérios que existem ao redor da colina principal. Resolvo subir a escadaria da colina e aproveitei para visitar cada um dos pequenos mosteiros que estava no caminho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8792web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Um dos monastérios da colina de Sagaing estava todo ornado com bandeiras budistas da linha Teravada. As cores são diferentes do que as do budismo tibetano, o verde tendo sido substituído pelo rosa, cor das vestimentas das monjas.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já era quase meio-dia quando resolvi partir para Inwa, local da segunda capital. O carrinho deixou-me nas margens de um canal do famoso rio Ayeyarwaddy, o principal do país, e atravessei de balsa. Do outro lado, uma charrete me esperava para que eu pudesse dar uma volta pela ilha. Nem pensar em caminhar no sol com o calor que faz. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fundada em 1364, Inwa foi capital da Birmânia durante quase cinco séculos. Entre plantações, centenas de estupas e monumentos marcam a antiga grandeza do local. Hoje, vale a pena visitar três ou quatro monastérios que continuaram de pé. O mosteiro Me Nu Okkyaung, uma construção de sete andares em tijolo, mas que imita os detalhes das construções em madeira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS9251web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Me Nu Okkyaung ainda é utilizado pelos monges.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por mais que eu beba água, o calor das duas da tarde chega ao ponto de ser insuportável. Tenho minhas dúvidas se o pobre cavalo da carroça conseguirá me levar de volta à balsa, para que eu possa cruzar o canal. Meu relógio aponta 39 graus!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De volta ao carrinho – sim, ele continua funcionando bem, mesmo depois do susto matinal – vamos para Amarapura. Também foi capital do reinado por duas vezes, em 1783 e em 1840. Infelizmente, seu antigo palácio foi desmontado e o material utilizado na construção da fortaleza de Mandalay. Hoje pouco coisa sobrou. A principal marca da grandeza de Amapura é a ponte de madeira U Bein, sobre o lago Thaungthaman, de quase 300 metros de comprimento. Foi montada com teca, uma madeira nobre local, recuperada dos escombros dos palácios de Inwa e Sagaing. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Foi dessa ponte de madeira que compreendi mais uma vez a importância da água para os birmaneses nessa época de festas. O lago de Amarapura é um dos lugares escolhidos para a celebração do Festival da Água e todos os birmaneses fazem questão de entrar, de roupa e tudo, dentro d’água. Alguns até colocam uma mesinha de bar e cadeiras DENTRO do lago para curtir as celebrações! A verdade é que, só de ver a água, eu já senti com bem menos calor. Não é apenas uma coincidência que esse festival aconteça no início da época mais quente do ano!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS9275web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Todos os foliões entram dentro do lago Thaungthaman para celebrar o Festival da Água. E também se refrescar!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS9385web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;Bar aquático no lago Thaungthaman.&lt;br/&gt;&lt;/b&gt;</description>
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      <title>Farsa ou maionese?Recebi essa foto e resolvi colocar no blog como sinal de alerta. A imagem teria si...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Farsa ou maionese?&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Recebi essa foto e resolvi colocar no blog como sinal de alerta. A imagem teria sido fotografada por um estrangeiro (no dia 20 de março) e agora percorre o mundo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Essa foto poderia ser uma das provas da farsa dos chineses no Tibete. Não sei em que cidade a foto foi tirada, mas o triciclos são bem parecidos aos de Lhasa, capital do Tibete. Comparei com uma foto que tirei de um triciclo na mesma cidade e a cor verde, a decoração amarela ao lado e o teto são os mesmos. Também podemos notar que os civis (de pé e no triciclo) tem feições bem semelhantes às dos tibetanos. Os policias, vestidos com seus uniformes típicos, seguram roupas vermelhas e amarelas... coincidentemente, como os mantos dos monges budistas tibetanos! Outra supresa: todos os policias tem suas cabeças totalmente raspadas, outra característica dos monges. A imagem também poderia dar a entender que eles estariam esperando alguma ordem para trocarem de roupa, vestirem-se como monges e criar alguma confusão que, mais tarde, viria a colocar a culpa nos budistas tibetanos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Será mesmo que um país tão próspero e poderoso como a China, na véspera de realizar suas Olimpíadas, usaria uma tática tão vil e mentirosa? E ainda mais, deixar os policias com os mantos nas mãos, no meio da rua? Talvez eu esteja viajando na maionese e os policias chineses queriam apenas levar mantos novos, como presente, aos monges tibetanos... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;policiachinesaweb54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;E você, o que acha da foto? Foi montada? Incrimina? Alguma outra idéia ou possibilidade?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;font color=&quot;#000080&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;PS 30/4/08: Nem farsa, nem maionese, mas &lt;u&gt;Hollywood&lt;/u&gt;!&lt;/b&gt; Graças a Karen Monesi, uma budista tibetana (brasileira) que vive na India, o mistério da foto acima foi desvendado. Como ela mencionou no comentário # 21, a imagem é de um filme rodado no Tibete há uns cinco anos. Como os monges não queriam participar como figurantes no filme, os policiais locais teriam se prontificado a se disfarçar de devotos budistas. Por isso, os militares nas ruas estariam com as roupas de monges em suas mãos. Entretanto, isso não impede o fato que policiais chineses tenham podido usar, em março último, esse mesma estratégia e disfarce. Mas a prova disso não seria essa foto...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Lavando a Alma!Yangon - No hotel, encontro Thida Mai e conto minhas primeiras peripécias. Ela sorri,...</title>
      <link>http://www.viajologia.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 21 Apr 2008 09:55:29 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.viajologia.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Lavando a Alma!&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Yangon - &lt;/b&gt;No hotel, encontro Thida Mai e conto minhas primeiras peripécias. Ela sorri, como se estivesse ouvindo uma história da boca de seu filho de 8 anos. “Você não viu nada ainda. Essas brincadeiras são pouca coisa em comparação ao que você verá amanhã, quando o festival realmente começar. Não deixe de ir à Inya Road!”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No dia seguinte, com coragem, toalha do hotel e sacos de plástico, decido visitar alguns palanques do Festival da Água. Começo a entender a equação e a brincadeira. As mangueiras funcionam de manhã, das 9 h ao meio dia, e à tarde, das 15 h ao por do sol. Os jipes e as camionetas abertas passam bem pertinho das arquibancadas para que os passageiros – geralmente famílias inteiras – possam ser devidamente molhados. Os veículos chegam a ficar parados para receber uma constante ducha. Parece até um lava-a-jato! E as janelas permanecem abertas! Algumas camionetas transportam um barril de 200 litros de água na traseira, para que os passageiros possam também regar os que estão na arquibancada. Ou seja, de carro ou no estande, o objetivo é molhar e ser molhado!&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;DS8230web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Na maioria das arquibancadas, um sistema de chuveirinho assegura que os foliões estejam molhados o tempo todo.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8214web54.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Até as bicicletas não escapam dos jatos de água lançados dos estandes.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Consigo manter minha câmera relativamente seca. Tomo coragem e resolvo ir a Inya Road, o &lt;i&gt;point&lt;/i&gt; da moçada. O taxista avisa que é impossível chegar de carro até o local. Ele me larga a quase um quilômetro. O jeito é caminhar. O movimento de gente aumenta, todos fluindo na mesma direção. Para os vendedores ambulantes – os únicos que parecem estar trabalhando – essa massa de gente significa uma boa oportunidade para vender bebidas e comidas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para participar da festa do Ano Novo (Thingyan), a entrada diária – um crachá plastificado – para brincar numa arquibancada custa de 15 a 20 dólares. Para os quatro dias, pode valer 50. Considerando que uma grande parte da população de Mianmar não ganha esse valor como salário mensal, essa brincadeira de fim de ano nas arquibancadas, com direito a som e snack, está reservada aos capitalinos de classe média. Alguns estudantes economizaram seus parcos dólares durante o ano todo para participar do evento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um dos sucessos de Inya Road é sua localização ao lado de um lago e de uma área verde. Por isso, foram montados no local mais de 20 estandes, cada um com seu sistema próprio de som e de água. Esta é bombeada do lago e chega em mangueiras tipo Corpo de Bombeiros, com pressão total. À medida que me aproximo da confluência com Inya Road, o som frenético do hip hop aumenta. O ritmo alucinante não deixa ninguém parado. A avenida toda dança e pula! São apenas 10 horas da manhã, mas garrafas de cerveja e de whisky passam de mão em mão. Aqui não é o ambiente controlado e organizado dos estandes perto do hotel. Começo a entender que, em Inya Road, vale tudo!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8560web53.jpg&apos; /&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8586web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Quatro dias de festas non stop em Inya Road!&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8570web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;E lá se vão litros e litros de água por segundos!!! &lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como Inya Road está em declive, a água de todas as arquibancadas escorre em uma única direção. No final da rua, encontro um riacho: tem até correnteza! As crianças menores aproveitam para tomar banho, como se estivessem dentro de um caudaloso rio. Fico abismado com a quantidade de água que é desperdiçada. São milhares de litros por minuto. Em todo o país, milhões. Talvez bilhões de litros! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;DS8514web53.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;A criançada brinca na correnteza do riacho que vem de Inya Road.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tento fazer rápidos cálculos de toda essa água. Mas sou interrompido por gritos de alegria da criançada que pede para ser fotografada. Todos estão contentes e o importante é celebrar o Ano Novo. Em última instância – pensando com certa condescendência ambiental – esse turbilhão de água vai acabar no mesmo lago de onde saiu. Para um povo que vive reprimido por um duro regime militar, esse feriadão de Thingyan representa uma pausa na busca sofrida de seu ganha-pão cotidiano. Ninguém quer falar de política. Preferem esquecer os duros meses que passaram e deixar que a água lave todas as emoções, trazendo um Feliz Ano 1370! &lt;br/&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font color=&quot;#800000&quot;&gt;&lt;br/&gt;E, aproveitando, Feliz Dia da Terra amanhã!&lt;br/&gt;&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;</description>
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